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Arquivo do mês: dezembro 2011

Metalinguagem é…

Marcelo Grisa
Estagiário de Jornalismo

Desde que foi anunciada a troca de mulheres na bancada do Jornal Nacional, não se fala de mais nada nos sites que abordam o campo do Jornalismo.

Permitam-me, então, indagar: não acontece mais nada nesse país em termos de comunicação!? Isso é só a ascensão da mulher de um alto diretor ao posto de apresentadora de um telejornal noturno; o que é óbvio, para começar. Sem contar a pulverização, na grade de programação, da dinastia dos Bonnemer – estou esperando os filhos trigêmeos do casal Fátima e William se tornarem atores na Globo, para logo.

Atualmente, mais que sempre, a Rede Globo mantém sua audiência na base da metalinguagem. Não que nunca houvesse coisas a respeito: o Domingão do Faustão mostra, desde que me conheço por gente, como construir um programa na grade de uma grande rede televisiva usando a própria grade como matéria-prima. Pizzaria do Faustão, Arquivo Confidencial, Encontro Marcado, Dança dos Famosos, entre outros quadros, são utilizados somente para aparições e para falar sobre o trabalho dos artistas do canal. Ou seja: a Globo é especialista em falar dela mesma.

A metalinguagem chega até a aproveitamentos curiosos. Fátima Bernardes como dublê de Oprah Winfrey!? Duvido muito. Ferramenta para atrair audiência? Aí sim, acredito. Não importa se vai ter conteúdo; é capaz de obrigarem ela a fazer uma conta no Twitter, para verificar se ela consegue o mesmo efeito do marido na audiência matinal da emissora. Afinal, os anunciantes gostam, certo?

Mas e daí, cadê o mundo!? Ou, por acaso, só existe a Globo no Brasil? Não tem greves acontecendo? Não tem polícia subindo morro? Não tem escândalo político pra tentar derrubar ninguém? A emissora carioca, obviamente, consegue monopolizar a atenção. Os outros meios, ou por inveja ou por osmose, mantém sua atenção neles e, consequentemente, sua audiência. Não se pode derrotar um oponente sem ter uma estratégia própria, ao invés de prestar atenção no que ele faz e repetir. E falar dele. E tentar ser como ele é. Perguntem para a Record para ver se isso dá certo…

 
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Publicado por em dezembro 2, 2011 em Marcelo Grisa

 

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