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Arquivo da categoria: Guilherme Endler

Filme ruim, gente hipócrita

Guilherme Endler
Estagiário de Jornalismo

A serbian film me parece mais um daqueles filmes que exploram a violência e o grotesco para chamar atenção, já que não têm nenhum detalhe técnico interessante ou um roteiro que se destaque.

Além do mais, não vi nada de tão chocante assim no filme. Pelo menos até a parte que eu vi (dormi, depois de assistir os primeiros 20 minutos). Até ali, o máximo que tinha aparecido era a cena de um parto. Ok, ver um bebê saindo de dentro da mãe não é algo muito agradável de se ver, mas é uma cena presente em vídeos que alguns professores de Biologia passam para alunos de Ensino Médio, por exemplo.

Ouvi falar que, após essa parte do bebê recém-nascido, aparecem cenas muito piores, que envolvem incesto, estupro e necrofilia. Nesse caso, acho que foi bom eu ter dormido. Contudo, na minha opinião, isso não torna correta a medida de proibir a exibição do longa. As pessoas têm o direito de assistir o que quiserem, mesmo que seja um filme com um roteiro ridículo e com cenas bizarras. Tem tanta coisa mais importante pra arrumar no país, e os caras ficam se preocupando com um filme.

 
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Publicado por em agosto 10, 2011 em Guilherme Endler

 

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Forçando a barra

Guilherme Endler
Estagiário de Jornalismo

No dia 19 de abril tive o desprazer de assistir à edição diária do Jornal da Globo, aquele que passa quase à meia-noite. Naquela mesma data, Fidel Castro tinha reaparecido em público e feito o anúncio da sua saída do comando do Partido Comunista Cubano. As críticas da Globo à Cuba e ao seu sistema de governo não são novidade, mas a matéria apresentada por William Waack sobre o acontecimento foi uma total falta de profissionalismo.

Waack iniciou o telejornal já falando sobre o assunto. Na matéria, o apresentador afirma que Fidel reconheceu que o sistema socialista é falho e que isso era algo “já sabido pelo resto do mundo”. Note-se que o âncora dá a sua opinião (ou a da empresa) como verdade absoluta. Afirma que o mundo todo já sabia que o socialismo é ruim, como quem diz que o céu é azul. Mas tudo bem, isso é um programa do grupo Marinho, é obvio que vai falar mal de países de esquerda. Até aí, nada de anormal.

Mais adiante, a matéria explica que, a partir de agora, os velhos membros do Birô, que estão no partido desde a Revolução, irão articular as mudanças do país. Waack enfatiza a palavra “velhos”, repetindo-a com ironia e desdém por duas ou três vezes. Fiquei buscando na memória pelo menos três políticos brasileiros que não podem ser considerados “velhos”, mas só me lembrei de Manuela D’ávila. Contudo, nunca vi um âncora de telejornal falando “o velho José Sarney foi reeleito presidente do Senado para dar uma roubadinha por mais dois anos”.

Como disse antes, essas críticas não são novidade. Além disso, Waack adora mostrar seu humor fino por meio de comentários interessantíssimos entre as matérias, ilustrados por seu clássico sorrisinho irônico. Eu só não sabia que ele é consultor de moda também.

No momento em que a imagem de Fidel é mostrada, William Waack premia seus telespectadores com a seguinte frase: “Fidel entrou com esse semblante frágil, vestindo esse casaco que, na minha opinião, mais parece um pijama”.

Essa foi realmente inédita para mim. Nem Boris Casoy, do alto do seu reacionarismo, fez um comentário tão idiota. Qual é o jornalista sério que, no meio de um acontecimento importante, critica a roupa de uma figura histórica como Fidel Castro? Isso é antiprofissional e uma falta de respeito. Quando se trata de criticar Cuba, China, Venezuela, ou qualquer outro país de esquerda, a Globo dá carta branca aos seus funcionários, que chegam ao cúmulo de fazer comentários ridículos como esse, que nada acrescentam aos telespectadores. A empresa faz questão de apontar características ruins desses países, mesmo quando não está falando sobre política.

Quando o Brasil jogou contra a Coréia do Norte na Copa do ano passado, ouvi Galvão Bueno lembrar por diversas vezes que os norte-coreanos são reprimidos pelo seu governo e que não têm liberdade nenhuma. Em compensação, nos jogos contra a França, nunca ouvi nenhum comentário sobre os atos homofóbicos do seu presidente, por exemplo. Aliás, no dia em que William Waack criticar a roupa do Sarkozy durante o Jornal da Globo, prometo que largo o curso de Jornalismo e vou fazer malabarismo na sinaleira.

Não estou dizendo que a Globo, ou qualquer outra emissora, deva concordar com os ideais cubanos, norte-coreanos ou de qualquer outro país. Só acho que mostrar somente os pontos negativos de determinado governo é uma forma de condicionar o público. Quando algum veículo de grande expressão mostrar que a taxa de analfabetismo de Cuba é próxima de zero, ou pelo menos comentar a qualidade excepcional da sua medicina, já me darei por satisfeito. Enquanto isso, prefiro que William Waack guarde suas opiniões sobre moda para si mesmo.

 
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Publicado por em abril 27, 2011 em Guilherme Endler

 

Para sempre

Guilherme Endler
Estagiário de Jornalismo

Nesse final de semana, depois de um bom tempo, revi alguns amigos da época de colégio. Com as mudanças na rotina de cada um, esses reencontros têm se tornado cada vez mais esporádicos, infelizmente. Mas, cada vez que eles acontecem, fica mais claro para mim que existem coisas que o passar dos anos nunca mudará.

Meus ex-colegas foram importantes para mim. Confesso que não era o maior fã do meu colégio, e muito menos de estudar. Nunca fui um aluno aplicado, e acordar cedo sempre era um suplício para mim. Por toda a minha vida escolar, a única coisa que me dava alguma motivação para ir para a aula eram os meus amigos.

Durante todo o ano letivo dizia a mim mesmo que iria mudar de colégio, ir para algum maior, mais organizado e sem tantas regras chatas. Mas sempre acabava continuando lá, para poder ficar junto com os meus amigos. Apesar de toda a minha antiga repulsa ao sistema educacional, hoje sinto muita saudade daquele tempo.

Sinto falta de ficar no fundão da sala falando bobagem, de fugir do coordenador do pátio para matar aula e de ficar de “arreganho” com as gurias no meio da aula de Física. Sem contar as minhas inúmeras técnicas de cola, que de uma forma ou de outra sempre davam certo. Sinto falta até mesmo dos caras que eu não gostava da nossa turma rival, das rixas no futebol e dos xingamentos e empurrões sempre presentes nas partidas.

Para mim, é difícil lembrar de tudo isso e me dar conta de que esse período não voltará. Apesar de adorar meu curso e gostar do ambiente da universidade, às vezes fico triste quando penso que já fiz 20 anos e que não sou mais aquele gurizão de 16 ou 17. Quando vejo meus velhos amigos, pareço voltar no tempo. Posso ficar muitos meses sem vê-los ou sequer manter contato pela internet, mas quando o faço parece que ainda estamos no colégio. As conversas, brincadeiras e apelidos continuam os mesmos. Nos tratamos com a mesma naturalidade da época em que convivíamos diariamente, mesmo que agora essa convivência aconteça de forma ocasional.

Sei que será sempre assim. Foi no colégio que fiz a maior parte dos meus melhores amigos. Por mais que o tempo passe, no fundo sempre seremos aqueles adolescentes que bagunçavam na sala de aula. Tenho certeza de que poderei contar com eles para qualquer coisa, mesmo daqui a vários anos. Embora o meu tempo de colégio tenha se resumido a lembranças e saudades, parte dele será eterno. Ficará sempre vivo nas amizades que cultivei naqueles anos.

 
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Publicado por em abril 11, 2011 em Guilherme Endler

 

Rock Star

Guilherme Endler
Estagiário de Jornalismo

Nos últimos anos, o Rio Grande do Sul tem sido bem abastecido de shows internacionais. Nomes consagrados como Iron Maiden, Metallica, Guns n’ Roses, Aerosmith e Paul McCartney passaram pela capital gaúcha desde 2008. Nesta quarta, Ozzy Osbourne tocará no Gigantinho e vai se juntar à lista.

Provavelmente, nove entre 10 pessoas que gostam de rock foram influenciadas por pelo menos um dos artistas citados acima. Todos são, a sua própria maneira, lendas do estilo. São lendas não só pelo seu trabalho, mas também pelo que representam. Todos formam o estereótipo do rock star, algo que não parece ser renovado pelas gerações atuais.

Muitos fãs, hoje na casa dos 30 anos, foram adolescentes que sonhavam em ter uma vida desregrada como Axl Rose, vocalista do Guns, ou em viajar por todo o mundo no seu próprio Boeing 757 como os caras do Iron Maiden. Ou, quem sabe, ajudar a fundar uma banda tão grande que originou seu próprio fenômeno cultural, chamado de beatlemania, como Sir McCartney?

Lembro-me como ficava fascinado por todo o glamour envolto nessas bandas quando comecei a escutar rock, lá pelos 12 ou 13 anos de idade. Por incontáveis vezes, chegava do colégio e ia direto para a frente da TV assistir ao meu DVD do show do Iron Maiden no Rock in Rio. Assisti tantas vezes que cheguei ao ponto de decorar as falas do vocalista entre uma música e outra. Deslumbrava-me com aquela plateia gigantesca de 250 mil pessoas, segundo diz na capa do DVD. Foi por sonhar em me apresentar para um público desse tamanho que comecei a tocar bateria.

Também sempre me empolguei com o Axl Rose, que já mencionei antes. Com certeza todos os aspirantes a músico, como eu, sonham em chegar atrasado, tocar podre de bêbado e no final do show ainda pegar todas as groupies como ele faz. “Ah, mas isso não é uma atitude profissional”, alguém pode dizer. Claro que não é. Mas essa é justamente a graça! Se a minha banda chega atrasada para um show em algum boteco qualquer, certamente seremos chutados de lá. Mas o Axl não. Ele pode fazer isso pelo nome que construiu desde o final dos anos 80. Aliás, um dos motivos para ir a um show do Guns n’ Roses é tentar adivinhar qual crise de egocentrismo e arrogância o vocalista vai ter naquela noite.

 
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Publicado por em março 28, 2011 em Guilherme Endler

 

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Os vilões que a mídia cria

Guilherme Endler
Estagiário de Jornalismo

É incrível como às vezes é preciso que algo ruim aconteça para que as coisas mudem. As revoltas no mundo árabe me fizeram refletir bastante sobre como uma escolha de palavras feita pela mídia pode influenciar tanto o pensamento das pessoas.

Hoje, todos os mandantes, destituídos ou não, dos países em que houve revolta são ditadores. Kadafi (Líbia), Mubarak (Egito) e Hamad (Bahrein) são os vilões do momento. Agora só se fala de seus governos com profundo desprezo, e as palavras “regime” e “ditadura” são usadas constantemente. É óbvio que são ditaduras, mas é impressionante como só foram perceber isso agora. Poxa, o Mubarak, por exemplo, ficou 30 anos no poder. Trinta! Os jornalistas do mundo inteiro demoraram três décadas para perceber que existia uma ditadura no Egito? Eu acho que não.

O fato é que o Egito sempre foi um parceiro estadunidense, então estava tudo ótimo. O Bahrein também não fica muito atrás. O país abriga uma base naval americana, e recentemente tinha sido elogiado pela Hilary Clinton, a secretaria de estado dos EUA, “pelo comprometimento do governo com um caminho para a democracia”.

Em compensação, desde que eu nasci, só ouço falarem mal de quem não é aliado dos “yankees”. Quando algum veículo de grande expressão fala sobre Cuba, por exemplo, é “regime comunista” pra cá, “ditadura de Fidel” pra lá e por aí vai. A Coréia do Norte, então, é o inimigo número um da paz mundial.

Isso afeta o modo como as pessoas pensam sobre esses países. Pergunte para algum transeunte se ele sabe da qualidade da medicina cubana, por exemplo. É sério, faça um teste com as pessoas próximas, seus amigos, sua família, enfim. Pergunte o que pensam sobre o Hugo Chavez. Garanto que a maioria vai repetir quase que literalmente a última publicação que a Veja fez sobre ele.

Faça um teste consigo mesmo. Pense na primeira imagem que vem na sua cabeça quando ouve a palavra “árabe”. Acredito que 90% das pessoas que estão lendo este texto vão imaginar um cara com turbante e uma metralhadora. Ou um homem-bomba. É essa a imagem que é passada para nós desde 11 de setembro. É a imagem que os Estados Unidos, usando a força da mídia, nos passam.

Não acho que isso vai mudar. Quem tem mais poder cria a verdade que lhe é conveniente. Sempre foi assim. Mas tenho fé de que algum dia as pessoas serão mais críticas e irão atrás de mais informações além do que é mostrado nos grandes veículos de informação. Algum dia, talvez.

 
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Publicado por em março 23, 2011 em Guilherme Endler

 

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A aula de Caco

Guilherme Endler
Estagiário de Jornalismo

Para mim, a noite da última sexta-feira valeu mais do que um semestre inteiro de aulas. Tive a oportunidade de ouvir Caco Barcellos, um dos meus maiores ídolos dentro do Jornalismo.

A entrevista superou todas as minhas expectativas, As histórias de Caco prenderam a atenção daquele auditório lotado como poucas vezes havia visto em algum evento da Unisinos. Ouvi-lo falar empolga, e fez com que todo aquele papo de “ser jornalista para mudar o mundo”, do início do curso, voltasse à tona.

Digo que empolga não por sua história de vida, seu talento ou sua coragem em fazer matérias sobre o tráfico ou algum outro assunto complicado, pois tudo isso já era sabido. Caco me fez comemorar, silenciosamente, em minha cadeira, porque diz o que precisa ser dito. Nunca tinha visto um jornalista reconhecido como ele admitir que a mídia brasileira é elitista. Sua analogia sobre a Suíça e a Etiópia como as duas faces do mesmo Brasil é perfeita, é clara e é obvia. Mas o problema é que ninguém fala sobre isso.

Sempre me surpreendi com a existência de acadêmicos de Jornalismo que falam bobagens como “bandido bom é bandido morto” ou “no MST só tem vagabundo” entre uma conversa e outra no Fratello. Acho inadmissível que pessoas que estudam em uma universidade particular, com condições de se informarem minimamente sobre o mundo ao seu redor pensem dessa forma reacionária. Que o trabalhador médio brasileiro fale isso enquanto assiste ao programa do Datena eu até entendo. Acho uma pena, mas entendo. Todavia, quando ouço um estudante de Jornalismo da Unisinos falar algo do gênero juro que sinto vergonha alheia.

As palavras de Caco foram como um soco na cara das pessoas presentes no auditório que falam essas besteiras. Vi gente fazendo cara feia quando o repórter falou mal da quantidade absurda de assassinatos cometidos pelo Bope. Acho de suma importância que alguém como Caco, repórter renomado da Globo, fale sobre as injustiças do nosso país, inclusive as que a imprensa comete. É até surpreendente que alguém que mostre os fatos pela visão do outro lado da sociedade brasileira e chame a própria mídia de elitista se mantenha numa emissora na qual o dono recebeu medalha dos militares durante a ditadura.

Caco é a prova de que é possível falar as verdades do nosso país mesmo trabalhando num canal como a Globo. Mostrou aos alunos que o Jornalismo é muito mais do que uma materiazinha tendenciosa da Veja ou que a briga de beleza entre Globo e Record. Caco mostrou o que é Jornalismo de verdade.

 
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Publicado por em março 14, 2011 em Guilherme Endler

 

A perda de um herói

Guilherme Endler
Estagiário de Jornalismo

Entrei em luto nesse final de semana. Na madrugada de domingo morreu o imortal da Academia Moacyr Scliar. Não perdi somente um autor do qual eu gosto muito, mas principalmente alguém que marcou o final da minha infância.

Lembro-me detalhadamente de quando Scliar fez uma palestra no meu colégio em 2003, casualmente o ano em que havia sido eleito para a Academia Brasileira de Letras. Eu tinha 12 anos e estava na sexta série. Jamais esqueci a paciência e o bom humor com que Dr. Scliar tratou a mim e a meus colegas. Nunca imaginei que receberíamos a visita de alguém que já tinha aparecido na TV. Eventos assim eram comuns num Anchieta, talvez num Rosário da vida, mas certamente não no minúsculo Colégio Nossa Senhora de Lourdes.

Mas lá estava ele, um recém-premiado da Academia conversando abertamente com crianças e adolescentes que, em sua grande maioria, nunca haviam sequer folheado algum de seus livros. Para falar a verdade, não me recordo de nenhuma das perguntas feitas na palestra. Eu certamente não fiz nenhuma, pois, apesar de ser metidinho a intelectual, era um guri muito tímido na época. Mas lembro como se fosse ontem da visível felicidade de Scliar em estar ali naquele pequeno ginásio de colégio debatendo conosco.

E isso foi muito importante para mim. Desde pequeno sempre gostei de ler, mas foi a partir da visita de Scliar que larguei um pouco os infindáveis livros do Harry Potter e vi que existia muito mais do que os títulos infanto-juvenis estrangeiros. Percebi que era possível encontrar livros riquíssimos no meu próprio estado. Precisei ver pessoalmente um grande escritor agindo com grande humildade para começar a dar valor para as coisas da minha terra, e isto não é nada comum para um menino de 12 anos.

Moacyr Scliar foi tão grande que fez a criança mimada que eu era olhar além dos seus próprios interesses e mudar seu ponto de vista. Com sua simpatia e total complacência, me ensinou que alguém não se torna grande quando recebe títulos ou prêmios, mas sim quando sabe agir com humildade depois disso. Depois daquele dia, Moacyr Scliar se tornou, com toda certeza, meu herói.

 
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Publicado por em fevereiro 28, 2011 em Guilherme Endler

 

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